As primeiras propostas para as obras de dragagem da Lagoa Mirim começam a ser analisadas nos dias 3 e 10 de março. A etapa integra o plano do governo federal para estruturar uma hidrovia na região e ampliar a integração logística no extremo sul do Rio Grande do Sul.

   De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o processo licitatório contempla tanto a elaboração dos projetos executivos quanto a realização das intervenções físicas e a instalação de sinalização náutica nos canais da lagoa e no Canal São Gonçalo.

   O trecho que deve receber melhorias soma aproximadamente 140 quilômetros, interligando áreas de Santa Vitória do Palmar, Rio Grande e Pelotas. A região é considerada estratégica para o escoamento da produção agropecuária, especialmente grãos e arroz.

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   O investimento previsto ultrapassa R$ 57 milhões, e a empresa vencedora terá prazo estimado de 23 meses para concluir os serviços.

Lagoa ainda não permite navegação comercial

    Atualmente, a Lagoa Mirim não oferece condições adequadas para o transporte hidroviário comercial, principalmente em razão da profundidade limitada dos canais. A dragagem pretende garantir calado suficiente para a circulação regular de embarcações, além de estabelecer parâmetros para futuras manutenções.

    A proposta é permitir a ligação entre o interior do Estado e o complexo marítimo, reduzindo custos logísticos e ampliando a competitividade da produção regional.

Concessão integrada envolve portos gaúchos

   Na última semana, o MPor encaminhou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) o projeto de concessão do sistema aquaviário integrado que reúne os portos gaúchos e a Lagoa Mirim. Trata-se da primeira modelagem que combina, em um único leilão, canais de acesso portuário e trechos hidroviários.

    O ministério também aprovou o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e solicitou a abertura de consulta e audiência públicas, etapa que antecede a análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e o lançamento do edital definitivo.

    O projeto contempla as estruturas de acesso aquaviário aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, incluindo áreas de fundeio, bacias de evolução e berços de atracação.

    Segundo estimativa do governo federal, a integração da Lagoa Mirim ao sistema poderá elevar em até 30% a movimentação de cargas no porto marítimo de Rio Grande, ampliando sua competitividade no cenário nacional e internacional.

    A iniciativa faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde 2013 e agora avança para a fase prática, com a abertura das propostas para execução das obras.

FONTE/CRÉDITOS: GZH Zona Sul