A situação do transporte aquaviário entre Rio Grande e São José do Norte, operado pela empresa Transnorte, tem gerado preocupação e revolta entre os passageiros. Em horários de maior movimento, a superlotação nas lanchas tem sido frequente, obrigando muitos usuários a realizarem o trajeto em pé, sem conforto e com riscos à segurança. Relatos apontam que, além da grande quantidade de pessoas em pé, há presença significativa de idosos e mães com bebês de colo, que enfrentam dificuldades durante a travessia. Em alguns casos, passageiros precisam se equilibrar em meio ao movimento da embarcação, o que aumenta o perigo, principalmente em dias de vento forte ou mar agitado. Um dos depoimentos mais preocupantes descreve a sensação de instabilidade da embarcação. 

“A lancha chega a inclinar tanto que parece aqueles brinquedos de parque de diversão, tipo barco viking. Dá medo de virar”, relatou um usuário. Outro passageiro levantou uma questão ainda mais grave: a segurança em caso de acidente.

“Do jeito que vai lotada, se acontecer alguma coisa, não tem coletes salva-vidas suficientes para todo mundo”, afirmou.

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           A falta de assentos suficientes para todos é um dos principais pontos de reclamação. Passageiros afirmam que, mesmo pagando pela passagem, não há garantia de um transporte digno, o que levanta questionamentos sobre a fiscalização e o cumprimento das normas de segurança.

         Outro ponto crítico é a ausência de prioridade efetiva para pessoas mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas com crianças pequenas. Mesmo com leis que garantem esse direito, na prática, a superlotação impede que essas normas sejam respeitadas. Diante desse cenário, os passageiros fazem um apelo: que a empresa Transnorte aumente o número de horários, principalmente nos períodos de pico, para evitar a superlotação e garantir mais segurança e dignidade a todos.

       A comunidade também cobra mais fiscalização e organização no embarque, buscando uma solução urgente para um problema que afeta diariamente quem depende do transporte aquaviário na região.



FONTE/CRÉDITOS: Rádio Pinél