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A Prefeitura de São José do Norte inaugurou, nesta quinta-feira (5), o Banco Vermelho, um símbolo internacional criado para chamar a atenção da sociedade para a violência contra as mulheres e para a importância de denunciar casos de agressão. A iniciativa foi promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, da Cidadania e da Mulher (Smascim).
O banco foi instalado em frente à sede da secretaria, localizada na Rua Marechal Deodoro, nº 276, no Centro. O ponto foi escolhido por ser uma área de grande circulação de moradores e visitantes, especialmente durante eventos e atividades noturnas no município.
A pintura e o letreiro do banco foram produzidos de forma voluntária pela artista Monique Castro, que colaborou com a criação do espaço simbólico voltado à conscientização da comunidade.
Durante a atividade, também foi realizado o plantio de flores em um pequeno canteiro ao lado do banco. O gesto representou a valorização da vida, além de simbolizar a resistência e a luta constante das mulheres por respeito, dignidade e pelo direito de viver sem violência.
A proposta do Banco Vermelho surgiu na Itália e se espalhou por diversas cidades do Brasil e do mundo. O monumento urbano homenageia mulheres que perderam a vida em decorrência da violência de gênero e serve como um convite à reflexão sobre a necessidade de informação, acolhimento e denúncia diante de qualquer forma de agressão.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da vice-prefeita Vanessa Oliveira; da presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (Comdim) e secretária de Agricultura e Pesca, Caroline Pinheiro; da secretária da Smascim, Alessandra Souza; além de representantes da Polícia Civil, Brigada Militar e Defensoria Pública. Também participaram integrantes do governo municipal, vereadores, servidores públicos e moradores da comunidade.
Durante seu pronunciamento, a vice-prefeita destacou o lema da campanha: “Sente e reflita, levante e aja”. Segundo ela, a cor vermelha do banco representa o sangue das vítimas de feminicídio e lembra a realidade enfrentada por muitas mulheres que ainda vivem situações de violência.
Dados recentes reforçam a gravidade do problema. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, somente nos primeiros meses deste ano, 20 mulheres foram vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul. Cada caso representa uma história interrompida e famílias marcadas pela dor.
Em São José do Norte, o cenário também exige atenção. Desde o início de 2026, já foram registradas 26 solicitações de medidas protetivas de urgência. Os números refletem situações de violência que muitas vezes ocorrem dentro do próprio ambiente familiar, mas também mostram a coragem de mulheres que decidem buscar proteção.
Para a secretária da Smascim, Alessandra Souza, o Banco Vermelho vai além de um objeto instalado em espaço público. Segundo ela, o símbolo busca despertar consciência coletiva sobre a violência de gênero.
“Os números que vemos não são apenas estatísticas. São vidas e histórias interrompidas. O banco, por si só, não resolve o problema, mas serve como um alerta permanente para que a sociedade não ignore essa realidade”, destacou.
Com a instalação do Banco Vermelho, a proposta é que o local se torne um espaço de memória e reflexão, lembrando que o enfrentamento à violência contra a mulher depende do envolvimento de toda a comunidade e da importância da denúncia.
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